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O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro

o dragão da maldade

contra o santo guerreiro

tinge o céu da cidade

com seu sangue vermelho


um do outro é a metade

um no outro é inteiro

garras da crueldade

lança do cavaleiro


na fraqueza do forte

um e outro é espelho

na beleza a má sorte

couro, pele e pelos

é batalha de morte

o amor verdadeiro

é profundo o corte

o prazer derradeiro


nas adversidades

nas horas de desespero

as asas da liberdade

nas grades do cativeiro


quanta fatalidade

sem alterar o roteiro

seguir pela eternidade

falta inda tanto janeiro


na fraqueza do forte

um e outro é espelho

na beleza a má sorte

couro, pele e pelos

é batalha de morte

o amor verdadeiro

é profundo o corte

o prazer derradeiro

Tive a idéia desse samba no Rio, em novembro, voltando pra Lapa de madrugada depois de assistir à performance de um sujeito chamado Alan Castelo no CEP 20 mil. Vinha trabalhando nele desde então e, nessa madrugada insone, resolvi fazer uma gravação caseira no computador usando um microfone de eletreto que custou três reais e subir pra rede o resultado. Quem quiser ouvir esse work’in progress pode ir até o Pure Volume e clicar no play. É uma página provisória, que acabei de criar e onde eu vou colocar de vez em quando esses experimentos. Mas dê um desconto, porque eu não sou cantor e porque a melodia do refrão ainda não está firme, ainda não defini o melhor caminho pra ela ali dentro daquele caminho harmônico. Sugestões são bem-vindas e quem quiser pode baixar e mudar a estrutura, acrescentar ou cortar trechos, arredondar, enfim, a obra está aberta! Só me mande depois o resultado…

Postado em 27/02/2007 Blog!

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Sobre o autor

Makely Ka (Valença do Piauí, 1975) é um poeta cantor, instrumentista, produtor cultural e compositor brasileiro. Makely é poeta, compositor e agitador cultural. Atuando em diversas áreas como a música, a poesia e o vídeo. Incorpora à sua produção artística um componente crítico e reflexivo. Autodidata, desenvolveu uma poética musical própria, amalgamando elementos da trova e do aboio de herança ibérica às novas linguagens sonoras urbanas como o rap, do despojamento da poesia marginal ao rigor formal da poesia concreta.

(1) resposta

  1. Anonymous
    03/07/2007 de 21:29 · Responder

    Entrei na pagina na busca de mim mesmo… Encontrei o samba. Gostei. Do samba e de ser a última fagulha do pavio criativo.
    Salve, Alan Castelo

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