Descritivo do Show “Cavalo Motor”

Makely Ka apresenta no show Cavalo Motor um mergulho profundo nas raízes da cultura popular brasileira, trazendo elementos da tradição popular e oral do nordeste como cocos, cirandas, trava-línguas e emboladas fundamentados em estruturas modais, com métodos modernos de construção melódica e poética a partir da incorporação de elementos do que ficou conhecido como escola harmônica mineira. Esse cruzamento de referências, que o artista resume na imagem-conceito do Sertão-Cerrado, espaço mítico geográfico de simbiose entre dois universos intercambiantes, é uma mostra da cultura brasileira revelada através de ritmos, melodias, harmonias e timbres muito característicos.

Para tanto o compositor resolveu partir em busca de referências na literatura, na geografia, na história, na botânica e na zoologia, utilizando o suporte fotográfico, videográfico e audiográfico num trabalho de pesquisa de campo inusitado para o desenvolvimento de um trabalho autoral. A partir daí surgiu a expedição “Cavalo Motor no Grande Sertão”, realizada entre julho e setembro de 2012 com a proposta de percorrer de bicicleta os caminhos do personagem Riobaldo Tatarana no romance Grande Sertão: Veredas, do escritor João Guimarães Rosa, para registrar em gravações de audio, video e fotos as paisagens sonoras e visuais, que vão integrar o disco e o show Cavalo Motor. O percurso compreendeu mais de 1.600 Km e pode ser visualizado através de relatos, fotos e ferramentas de geolocalização espacial no site do artista: www.makelyka.com.br

Durante o show as imagens são projetadas no palco através de um equipamento acoplado a uma bicicleta que estará sustentada por um suporte na platéia. A energia para alimentar o projetor de vídeo será fornecida pelas pedaladas na bicicleta de forma que o público vai ser incentivado a pedalar para que as imagens possam ser exibidas durante o show.

Dessa forma pretende-se criar uma interação direta com o público e ao mesmo tempo proporcionar uma experiência dinâmica do processo vivenciado pelo autor.

Com uma formação básica de violões, violas, percussão e paisagens sonoras disparadas por um MPC, e dotado de uma postura irônica anárquica, Makely mostra no palco sua pegada peculiar ao violão, uma interpretação visceral e toda sua verve crítica com muito humor e despojamento, intercalando às canções comentários e observações sempre muito contundentes sobre música, literatura, política, comportamento e acontecimentos coditianos.

No palco o artista é acompanhado pelos músicos Rodrigo Torino (viola de 10 cordas, ukulelê e vocal), Rafael José Azevedo (violão aço, baixolão e vocal), Alcione Alves De Oliveira (percussão) e Ulisses Moisés Carvalho (MPC e efeitos).


Crítica

“No show, houve rap, e ciranda, e martelo, e aboio, e (sim) MPB, e moda de viola, tudo na cadência bonita dos (não-)sambas dos zés do caroço. E houve “Código Aberto” (o título já diz muito), que integra e atualiza o “tudo é perigoso/ tudo é divino, maravilhoso” do ex-ministro tropicalista em “sei que viver é perigoso/ nunca houve uma época segura/ o perigo também é prazeroso”. Além do discurso literário-musical espirituoso (e da militância político-musical, que eu também conhecia de longe), me vi transportado – pelos violões (e viola caipira), pelas sonoridades mouras, africanas e nordestinas, por certas letras que cutucam um diálogo com os muitos Brasis que o Brazil com Z não conhece – a uma das escolas mais vigorosas de música brasileira e mineira.”

Pedro Alexandre Sanches – Site Farofafa – 28 de agosto de 2011


Ficha técnica

BANDA

Makely Ka - voz e violões
Rodrigo Torino - viola de 10, ukelelê e vocal
Rafael Azevedo - violão aço, baixolão e vocal
Alcione Oliveira – percussão
Yuri Vellasco – percussão
Ulisses Moisés – MPC e efeitos


EQUIPE

Luz e projeção de imagens
Laboratório Filmes

Operação de Som
André Cabelo

Assistente de Palco
Makeber Soares

Produção Executiva
COMUM – Cooperativa da Música de Minas

Assessoria de Imprensa
Renata Andrade


Contatos

contato@makely.com.br
(31) 3461-4561 / 8863-9531
www.makelyka.com.br

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MENSAGEM

 

Descritivo do Show “Autófago”

Makely Ka come a própria música em seu show

Toda guerra tem suas próprias leis, independentemente da Convenção de Genebra. É uma espécie de acordo tácito entre os combatentes no front, para guerrear com um mínimo de ordem e honra. Makely Ka não liga. Militante da atual guerrilha cultural contra as grandes corporações, músico, poeta e compositor, ele vai além dos kamikases, terroristas, desertores e faz o inimaginável em seu disco de estréia: come a própria música. “Autófago”, o show é resultado do disco homônimo gravado e lançado de forma independente pelo artista e ativista mineiro, onde ele desconstrói a sua própria autoralidade em um trabalho intertextual e irreverente. Makely Ka promove um diálogo aberto com toda uma tradição de criadores da cultura popular brasileira como Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Jorge Mautner, Torquato Neto, Tom Zé, Waly Salomão e Jards Macalé. A base musical de violões, guitarras, baixo e bateria cede eventual espaço para a intervenção de pianos, sintetizadores, pífanos e percussão, em linguagem anárquica. O trabalho é permeado ainda por vinhetas disparadas durante o show com trechos de falas de personagens tão díspares e curiosos quanto Glauber Rocha, Subcomandante Marcos, Maiakóvski e Hugo Chávez, formando um painel complexo e instigante de referências emaranhadas por citações de mitologia grega, astronomia e genética. Makely Ka retoma o vigor no fazer poético-musical brasileiro, ultimamente esquecido e negligenciado pelos grandes meios: “Carrego no peito uma bomba atômica pronta pra explodir o planeta, por isso não se meta”, ameaça. E para quem acha que ele está blefando, basta escutar os próximos versos de “Não se Meta”. “Autófago” é um show irreverente e multifacetado, promovendo um diálogo aberto com grandes criadores da cultura popular brasileira.


Crítica

“O cantor, compositor, instrumentista e poeta Makely Ka é, sem dúvida, nome de destaque nessa nova cena. Seu mais recente álbum – “Autófago” – é um bom exemplo de como os paideumas da Tropicália e da Vanguarda Paulistana foram relidos e ampliados em uma poética doce-amarga dylan-leminskiana sobre base ruído-lírica entre samplers e microfonias. Em um primeiro momento, ao ouvir o CD-suporte, como Makely designa no minimanifesto “abpd a pqp”, o que surge em primeiro plano é o trabalho poético com o texto: rimas enviesadas (males / maxilares; tenso / sonso; crítico / prático; vítima / síndico; santo / cancro; crédito / médico; fibra / diga, etc.), afinal, na faixa “Não se meta”, Makely já avisa: “eu rimo a torto e a direita”; falsa-técnica palavra-puxa-palavra; estrutura anafórica (eu não sou... / eu não sou...; estou aprendendo... estou aprendendo...); e, principalmente, temas retorcidos: o cotidiano canabalizando a metafísica; a metafísica, em (auto)fagocitose situacionista (em “Equinócio”: “Um átomo dentro da esfera / gera um sistema que gira...”). As melodias trazem um batuque psicodélico, uma espécie de Hendrix executando uma cuíca digital. O resultado é vigorosamente pop-experimental. Pop-linguagem; pop-Prometeu que permuta temperatura de mundos díspares e produz efeitos ímpares, na concepção Duchamp-Warhol-Zappa.”

Marcelo Dolabela é poeta, jornalista, pesquisador, escritor e crítico de música, autor do ABZ do Rock Brasileiro e Amonia, entre outros - setembro de 2010


“Autófago é Makely em seu território: poético, elétrico, desafiador e afinado com sua história de transgressões consequentes (...) Mais discussão de liberdade, mais política. A Outra Cidade traz fala do subcomandante Marcos gravada na cidade de Toluca, México, em 2001, abrindo caminho para o mais mais implacável retrato musical que BH já recebeu, com o refrão implacável: ‘E o Arrudas continua cinzento e cheirando mal’.”

Kiko Ferreira Jornal Estado de Minas, 19 de junho de 2008


"Makely é autor de versos contundentes, e seu CD Autófago é "apenas o suporte do seu conteúdo, que é o que realmente importa: a música", esta por sua vez é uma arrebatadora alavanca para algo que importa ainda mais: sua poesia. Há poucos letristas como ele na música pop atual. É ouvir para crer. "

Lauro Garcia LisboaJornal O Estado de São Paulo de 20 de novembro de 2008


"Makely Ka foi para mim a maior das surpresas. Porque parece ter, finalmente, encontrado embocadura para o tom nervoso [irônico, ácido] das suas letras. Não é de hoje que o reputo no hall dos principais letristas da sua geração - e não apenas nas Gerais."

Israel do ValeJornal O Tempo de 02 de janeiro de 2009


"Também poeta, e que tem seu conterrâneo Torquato Neto como principal referência estética, Makely Ka lançou em 2008 o inquietante CD "Autófogo" - nele, através de um filtro neotropicalista, embala sua poesia com uma mistura de ritmos nordestinos e roupagem pop e eletrônica. "

Antônio Carlos MiguelJornal O Globo de 28 de dezembro de 2008


“O poeta e compositor mineiro Makely Ka é um autêntico outsider(...) dialoga com Leminski, Maiakovski, Torquato Neto, Chacal... mais do que isso, transforma sua verve irônica, sarcástica e combativa em poesia de invenção. Com um texto dotado de uma linguagem anárquica, faz guerrilha contra as mazelas e as mediocridades do cotidiano, sua arma é a palavra.”

Sandro Eduardo SaraivaRevista Etcétera #18


"A identidade estilhaçada da cidade deixa emergir novas pluralidades. Por Makely não ser nada especificamente, sua música pode ser tudo, e efetivamente nela, sob a capa do rock e da programação eletrônica, tambores de congada, coco e outros batuques diversos são nitidamente audíveis. A autofagia é como uma segunda fase da antropofagia: a autodeglutição, a segunda digestão, segunda assimilação. O que chegou à cidade formou novas linguagens, e agora estas linguagens tornam a se fundir, gerando uma segunda música urbana, reouvida, reprocessada. A urbe se torna metrópole, e esta megalópole. "

Túlio VillaçaPublicado no site Sobre a Canção http://tuliovillaca.wordpress.com em 28 de abril de 2012


Ficha técnica

BANDA

Makely Ka - voz e violões
Renato Villaça - guitarra e vocal
Rafael Azevedo - guitarra e vocal
Alcione Oliveira – percussão
Leo Dias – bateria
Yuri Vellasco – percussão
Fred Fonseca - contrabaixo
Ulisses Moisés – MPC e efeitos


EQUIPE

Operação de Som
André Cabelo

Assistente de Palco
Makeber Soares

Produção Executiva
COMUM – Cooperativa da Música de Minas

Assessoria de Imprensa
Renata Andrade


Contatos

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(31) 3461-4561 / 8863-9531
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MENSAGEM

 

Apresentação

A Outra Cidade é o resultado do encontro de três compositores, Kristoff Silva, Makely Ka e Pablo Castro, que reuniram suas referências e influências em um trabalho autoral e inovador. Esse encontro gerou um disco que se tornou referência nacional da música produzida em Minas Gerais, sendo considerado pela critica um dos melhores ábuns produzidos no estado em todos os tempos.

Os artistas são representantes da geração Reciclo Geral, a Mostra de Composições Inéditas realizada em 2002 e responsável por uma verdadeira ebulição na cena musical mineira desde então, movimentando cerca de 70 nomes entre intérpretes, compositores e instrumentistas.

No palco os artistas apresentam as canções do emblemático disco dialogando com as mais diversas tradições da canção brasileira, com originalidade e ousadia. Apresentam também canções de suas respectivas carreiras solo.

Cada um trás uma característica, um estilo que foi se amalgamando. Cada um é uma peça do quebra-cabeças chamado “A Outra Cidade”. Harmonia, ritmo e melodia. Kristoff, Makely e Pablo. A música de uma nova época, complexa, interconexa, paradigmática.


Formação para o show

BANDA

Kristoff Silva: violões, piano, voz e escaleta
Pablo Castro: violões, piano e voz
Makely Ka: violões, guitarra e voz
Mauricio Ribeiro: contrabaixo e voz
Jonas Vitor: Trompete
Juliana Perdigão: clarineta e clarone
Yuri Vellasco – percussão
Mateus Bahiense: percussão


NECESSIDADES TÉCNICAS
• Sonorização com 32 canais
• Iluminação
• 01 amplificador de guitarra
• 03 amplificadores de violão
• 01 amplificador de baixo
• 10 monitores de retorno
• 01 corpo de bateria
• 01 piano


Contatos

makelyka@yahoo.com.br
(31) 3461-4561 / 8863-9531